A teoria dos sonhos foi proposta por Sigmund Freud entre os anos de 1900. Essa teoria não é uma mera curiosidade para os estudantes de psicologia. A teoria dos sonhos é um tema que desperta a curiosidade entre quase todos as pessoas.

Esse mundo dos sonhos é composto por muitas especulações, mistérios e segredos que Freud tentou desmitificar atráves de sua teoria. Para ele, os sonhos são uma manifestação de desejos inconscientes.

A mistificação ao redor dos sonhos é algo antigo, em que os gregos ficavam especulando qual seria o significado de tais e porque sonhamos com algumas coisas que não parecem ter a ver com a nossa realidade ou muita das vezes tem muito a ver com a nossa percepção das coisas.

Essa teoria é baseada na teoria psicanalítica, por isso é importante conhecer certos termos que vão ser utilizados aqui para explicar a teoria. A ideia de id, ego e superego serão vistas aqui respectivamente, como o responsável pelos nossos instintos e impulsos mais primitivos; como o responsável pela relação da pessoa com seu meio circundante (é um mediador entre o id e o superego) e como o autor de grande parte dos fatos reprimidos.

O grande marco da história de Sigmund Freud foi sua publicação de “A interpretação dos Sonhos”, uma obra que antigamente não tinha importância para a ciência, porém depois de algum tempo começou a ser valorizada. Esses estudos contido nesse livro falam sobre o incosciente, ou seja, você se conscientiza do que é inconsciente. Para Freud, o sonho é um fenômeno regressivo em que desenvolve os estados primitivos da infância.

Um dos primeiros aspectos que a psicologia descobriu sobre o sono é que existem dois tipos de sono, o NREM( No Rapid Eye Movements) e o REM (Rapid Eye Movements).

Em o REM se observa uma variação no Sistema Nervoso Autônomo. A respiração e o rítmo cardíaco ficam mais rápido e irregulares. Além da pressão arterial ficar mais elevada e haver um aumento na produção de hormônios suprarenais. Há quatro estágio no sono REM. O primeiro é chamado de sono leve que tem duração de poucos minutos e é o início do sono. O segundo estágio é o sono intermediário, onde há um maior relaxamento, onde ocorrem experiências sensoriais. O terceiro, é chamado de de estágio de sono profundo, que caracterizado por tornar a pessoa insensível aos sons e há uma maior resistência para conseguir acordar. O quarto estágio é chamado de sono mais profundo, onde há um relaxamento total do organismo.

Aos sonhos deu ao nome de trabalho do sono, o conteúdo manifesto e latente dos sonhos e a forma com que ele se apresenta.

Os sonhos utilizam mecanismos inconscientes. Para Forrester “À noite o relaxamento muscular provocado pelo sono reduz a censura interna, a resistência aos desejos, nessas horas de recolhimento sobre si mesmo a resistência perde um pouco de seu poder.” . Ou seja, a força motivadora dos sonhos é a realização de desejos.

Os nossos desejos reprimidos em nosso inconsciente acham algum lugar em nossa consciência através dos sonhos. “Os desejos que provocam os sonhos não são, freqüentemente, desejos aceitos pelo consciente, ao contrário são desejos que ele combate, reprime e censura. Por conseguinte, o retorno desses desejos recalcados, embora seja uma causa de prazer para a parte inferior do homem, é uma causa de desprazer para a parte superior.” (FREUD, 1900 In. apud ESTEVAM, 1995, p. 62)